E se houver alguma poesia que não seja triste é porque já não é mais poesia.
Esta escrevi em 2006:
Sobre a maré
Aqui estou, poeta,
Escondida atrás dos versos,
Procurando o que não quero encontrar.
Suicida, me afogo num mar de palavras.
E, no meio de tanta gente, e tanto lixo,
Eu sigo a correnteza, estagnada.
Imersa.
A realidade, que me suga e me traz
As alegrias e tristezas, o bom e o ruim,
É, infelizmente, necessidade.
De tempos em tempos,
A maré me afasta e leva à alguém
E este incessante vai-e-vem enjoa,
Repugna-me.
Melhor seria se não houvesse ninguém,
E nenhum lugar para correr.
Um quarto vazio, sem cores nem paredes,
Ainda é quarto?
Pois eis que nasci completa,
E a vida me despedaçou.
E, hoje, tudo o que sou
São pedaços que um dia foram.
Me leva embora, maré.
Leva pra sempre, enquanto é hora.
Fecha esse ciclo constante.
E me dê o silêncio e a paz,
Que todos merecem ter.
bizuzices, adorei o nome do blog.....rs
ResponderExcluireu tbm acho o sotaque da olivia engraçado...o problema de ser mestiça com americano, é que os fonemas são mto diferentes mesmo!
beijus e volte sempre